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IoT na indústria eletroeletrônica: aplicações e conceitos

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A Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) começou a ser conceituada há mais de 40 anos e, a partir dos anos 2000, passou a ser efetivamente aplicada no mercado, consolidando-se como uma tecnologia de futuro promissor para a indústria.

O avanço das redes industriais, da computação em nuvem e da capacidade de processamento de dados foi determinante para que a IoT deixasse de ser apenas um conceito e se tornasse viável em escala industrial.

O setor eletroeletrônico tem utilizado a IoT em diversas funções, impulsionando inovação, eficiência operacional e conectividade entre sistemas, máquinas e pessoas.

Em um cenário de alta competitividade, ciclos de produto mais curtos e exigências crescentes de qualidade e rastreabilidade, a conectividade inteligente passa a ser um fator estratégico para a sustentabilidade do negócio.

Neste primeiro post, da nova série da ASM sobre a Internet das coisas na Industria Eletroeletrônica, vamos apresentar os fundamentos da IoT, mostrando por que ela se tornou estratégica para o setor industrial e como está transformando a forma como equipamentos, processos e pessoas se conectam e geram valor.

O que é IoT para a indústria eletroeletrônica

A Internet das Coisas, dentro da indústria eletroeletrônica, é a conexão inteligente de máquinas, sensores e sistemas de produção por meio de redes (Wi-Fi, 5G, Ethernet industrial, protocolos industriais etc.), com o objetivo de coletar, transmitir e analisar dados em tempo real.

Isso permite que eventos do processo físico sejam refletidos digitalmente quase instantaneamente, criando uma base confiável para monitoramento e gestão da operação.

Mais do que conectar ativos, a IoT transforma dados em decisões, ações e vantagem competitiva. Por exemplo:

  • Coleta e transmissão de dados em tempo real elimina gargalos de visibilidade;
  • Integração com plataformas em nuvem + analytics = geração de insights operacionais;
  • Convergência com Inteligência Artificial para análises preditivas e automação inteligente.

Nesse contexto, a IoT atua como camada de integração entre o mundo físico e o digital, permitindo que o chão de fábrica se torne um ambiente orientado por dados (data-driven).

É essa base de dados confiáveis que sustenta iniciativas mais avançadas de digitalização industrial.

Essas transformações fazem com que a IoT deixe de ser uma tecnologia isolada e passe a ser uma plataforma para a transformação digital, sustentando modelos de produção mais ágeis, resilientes e competitivos.

Da conectividade à geração de valor

A IoT vai além da simples conexão entre sistemas e redes. Ela gera valor ao possibilitar o uso inteligente de dados para otimizar a tomada de decisões, reduzir custos e melhorar os resultados do negócio.

A diferença está em como os dados são utilizados: visibilidade sem ação gera informação; visibilidade com análise e decisão gera resultado.

Exemplos claros de geração de valor — e não apenas de conectividade — incluem:

  • Visibilidade + tomada de decisão: Dados são coletados e apresentados em KPIs de produção, permitindo ajustes em tempo real, e não apenas monitoramento passivo.
  • Integração com MES/ERP: Dados de sensores alimentam sistemas de chão de fábrica e planejamento, conectando operações e estratégia.
  • Feedback para melhoria contínua: Sistemas IoT permitem identificar padrões que ajudam a aprimorar processos e produtos ao longo do tempo.
  • Insight estratégico: Empresas que apenas “conectam” ganham visibilidade; empresas que usam esses dados para automatizar decisões e reconfigurar processos obtêm ganhos reais de competitividade e retorno sobre investimento (ROI) mais rápido.

Esse é o ponto de virada, a IoT deixa de ser um projeto de tecnologia e passa a ser uma iniciativa de performance operacional e estratégia de negócio.

Principais impactos da IoT na operação

Na prática, essa transformação se reflete diretamente nos principais pilares da operação industrial:

a) Produção mais eficiente

  • Melhor utilização de máquinas por meio de monitoramento em tempo real de produção, ciclos e gargalos;
  • Ajustes dinâmicos no ritmo de produção com base em dados instantâneos de desempenho.

b) Qualidade aprimorada

  • Sensores monitoram parâmetros críticos (temperatura, tensão, vibração etc.) durante a fabricação;
  • Sistemas de inspeção automática detectam defeitos em tempo real.

c) Manutenção inteligente (preditiva e prescritiva)

  • A IoT coleta dados contínuos sobre o estado dos equipamentos;
  • Machine learning e análise preditiva identificam padrões de degradação e antecipam falhas.

O resultado é a redução de paradas não planejadas, menor desperdício e maior estabilidade dos processos produtivos.

Conclusão: IoT como capacidade estratégica

A IoT é mais do que uma tecnologia: ela se torna uma capacidade organizacional. Transforma a forma como produção, manutenção e qualidade são geridas, integrando dados, processos e pessoas.

O valor real não está apenas na conexão, mas na jornada de dados para insights que por sua vez se tornam ações. É essa conversão que permite reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e elevar os padrões de qualidade.

Essa capacidade também aumenta a previsibilidade da operação, reduz riscos e apoia decisões mais seguras em ambientes produtivos complexos.

Empresas que estruturam essa capacidade criam operações mais inteligentes, adaptáveis e preparadas para cenários de alta variabilidade e pressão por desempenho.

A atuação da ASM nesse cenário

A ASM atua apoiando a indústria eletroeletrônica na implementação de soluções baseadas em IoT, integração de dados industriais e aplicação de análises avançadas, conectando tecnologia, processos e estratégia. 

A abordagem considera desde a coleta estruturada de dados no chão de fábrica até sua transformação em indicadores e análises que suportam decisões operacionais e estratégicas. O foco é transformar dados de chão de fábrica em informação acionável, sustentando ganhos reais de eficiência, qualidade e competitividade.